E aconteceu novamente. Mesmo com a atenção dobrada, a meditação nos versículos de santidade e o aconselhamento com o líder de jovens da igreja, Sara escorregou mais uma vez. Ela já namorava há 3 anos e estavam se preparando para casar, mas vez ou outra acabavam caindo no pecado de fornicação. Sara havia prometido para Deus que não faria mais isso, que esperaria até o casamento, mas parecia que perdia o controle da situação em determinados momentos. Agora ela se sentia envergonhada e indigna de se quer referir uma palavra ao Pai.

Essa é uma história fictícia, mas muito comum na realidade das nossas igrejas. Por isso resolvi falar sobre um tabu, porque muito se fala sobre o pecado em si, mas pouco se fala sobre o que devemos fazer depois que sofremos nossos “escorregões”.

Nossa primeira reação é a frustração porque buscamos prazer em uma fonte seca e consequentemente não nos sentimos saciados (Jeremias 2:13). Depois de notarmos a insanidade do que acabamos de fazer, nosso sentimento é a vergonha intensa. Já teve aquela sensação de vergonha até mesmo de agradecer a Deus pela comida antes de almoçar? Eu já.

Algumas vezes também sentimos raiva. Raiva de nós mesmos e até de Deus. Por que Ele não me ajuda a vencer isso? Por que Ele não pode me poupar dessa tentação? Há mais um sentimento entre os frequentes nessas situações, e que pode ser o mais perigoso. A indiferença. Depois de tanto tentar, cansamos e não queremos mais saber de lutar contra nossos desejos carnais, então simplesmente paramos e deixamos a “vida nos levar”.

Mas esse mix pode ser fatal se não o impedirmos com uma reação simples, mas totalmente essencial. Temos que correr para os braços do Pai! Quando pecamos, Ele está muito mais interessado em nos acolher e nos ensinar a acertar do que nos condenar, porque o sangue poderoso de Cristo vertido na cruz do calvário já pagou todo o preço dos nossos pecados, ALELUIA!

O arrependimento é necessário, mas não podemos confundi-lo com condenação. O verdadeiro arrependimento acrescido de uma boa dose de fé nos leva à fonte da realidade da santidade e podemos nos achegar até Cristo, que enxugará as lágrimas dos nossos olhos, nos pegará pela mão e nos guiará de volta à obediência, que é a maior prova de amor. “Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”

Quando tropeço, o que faço é me levantar e andar novamente, porque meus olhos estão no autor e consumador da minha fé e sei que por sua morte e ressurreição estou nEle. Quando caio, meu lema é: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” Romanos 8:1e imediatamente recaio em Seu abraço.