Deus não é uma religião. Ele não é um punhado de regras, rituais e costumes. Deus não é uma prática humana.

Deus não é um amuleto da sorte, nem um gênio da lâmpada que realiza nossos pedidos. Ele não é promessa de sucesso, de riqueza terrena, de fama. Ele não é alguém que está aqui apenas pra nos ajudar nos momentos difíceis. Não é um bombeiro que chamamos só em casos de incêndio. Deus não é alguém a serviço dos nossos desejos e planos.

Deus não é uma estátua, nem uma figura, nem um lugar. Deus não é a natureza. Deus não é um senhorzinho de barba que voa sobre as nuvens com uma túnica branca. Deus não é uma entidade mística, nem é pensamento positivo. Deus não é “boas vibrações”.

Deus não é amor, desse com letra minúscula, humano e imperfeito. Ele não é um discurso bonito, politicamente correto, que todos vão achar lindo e compartilhar nas suas redes sociais. Deus não é um monte de likes, não é uma letra de música ou uma frase pichada em algum muro por aí que nos faz refletir por uns momentos.

Deus não é teorização, mas também não é uma prática instintiva do homem, sem fundamentos. Deus não é “seguir o que meu coração mandar”, nem é desculpa para não se esforçar.

Deus não é uma faixa ou bandeira. Ele não é uma placa nem um lema. Deus não é uma causa. Deus não é uma etiqueta, uma marca. Deus não é um status.

Deus não é propriedade. Ele não é comprável, nem pode ser dado de presente ou como herança de pai pra filho. Deus não é um produto fabricado em série, nem está nas prateleiras de mercados ou lojas. Ele não é uma medalha.

Deus não é negociável, não pode ser chantageado. Deus não age por barganha.

Deus não é acusador. Ele não é ditador, não impõe medo ou culpa. Deus não é guerra nem o motivo da guerra.

Deus não é prisão, nem algemas de um vão legalismo. Mas Deus também não é cego, nem surdo, nem mudo. Deus não é aquele que tudo admite em razão de algo que entendemos ser a graça, nem é aquele que passa a mão na cabeça do pecado. Ele não fecha os olhos para os erros em nome da diplomacia ou em busca de aceitação massiva.

Deus não é inacessível. Ele não é ocupado demais para ouvir.

Deus não é uma ideia, uma distração, um consolo alienante.

Deus não é “vários”. Deus não é um “plus”. Ele não é substituível, nem dispensável.

 

Deus é Deus. O único.

Deus é soberano. Senhor absoluto sobre tudo e todos. Deus é o Altíssimo que governa. Deus é o norte. Sua Palavra, a bússola a revelá-Lo.

Deus é o Cristo. Suficiente. Sacrifício vivo, gratuito e imerecido. É o Messias esperado e que voltará.

Deus é misericordioso e compassivo. Deus é gracioso. Ele é o Mestre paciente que nos ensina, exorta e suporta. Deus é a fonte de sabedoria.

Deus é pessoal, relacional. Ele fala e tem prazer em ouvir. Ele é próximo.

Deus é a referência. Ele é a medida certa de justiça. Ele é onisciente, onipresente, tudo sabe e vê e a todo momento é conosco.

Deus é o Pai Criador, o Filho com quem somos co-herdeiros, o Espírito que testifica, consola e orienta. Autor e Consumador da nossa fé.

Deus é a raiz da videira e Se revela em seus frutos. Ele é eterno, é o começo e o fim. E, em todo esse tempo, Ele é o mesmo. Deus é bom e assim persistirá para sempre.

Deus é a Esperança; o Cristo, a Estrela da Manhã. Ele é refúgio e fortaleza, o estandarte que nos identifica. Ele é a nossa segurança e certeza. Ele é o Príncipe da Paz.

Deus é todo poderoso. Deus é sublime, está elevado acima do pecado e de quaisquer limitações.

Deus é o Leão que reina e o Cordeiro que se entrega. Ele é o Amor verdadeiro do qual nada nos pode separar, é a essência. Ele é fiel a Si e à Sua Palavra.

Deus é a Verdade. Ele é o Caminho; Ele é a Vida. Deus dá razão à nossa existência.

Deus é o logos de que tudo se origina, e no qual tudo subsiste.

Deus é muito mais do que o homem pode imaginar ou compreender.

Porque Deus é Deus.

Ele é.

 

Laura Zanella